quarta-feira, 27 de abril de 2011

SINTO SAUDADES - (Clarice Lispector)

Sinto Saudades(Clarice Lispector)


Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais
 falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter,
 se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito
 que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou
e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade
de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram
e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada
 contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente,
 como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li
e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi
e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar
não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa
 que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso
que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo,
possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar
 sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá como possamos traduzir
 saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado
 da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos
 ao longo da nossa existência...


(Clarice Lispector)


 

terça-feira, 26 de abril de 2011

A CURA DA DOR

Deixar-se sugestionado para colher as melhores vibrações do Universo... Deus está nos doando tudo de bom a todo instante, interiorizar-se é ir de encontro com essas bençãos.

O PARADOXO DO NOSSO TEMPO

Tantos paradoxos, eis como vivemos, o mundo em que vivemos, reflexo de nós mesmos. Falta de espiritualidade revelam nossos conflitos.

VENCERÁS - (Emmanuel/Francisco c.Xavier)

A vitória da luz sobre as sombras, do bem frente a toda dificuldade, depende de nós. Deus nos dá sempre o melhor, mas é preciso que esforcemos por receber.

NÃO DESISTA DO AMOR - Fábio de Melo

Linda canção do Padre Fábio de Melo... Aliás se nós desistirmos do amor, desitimos de tudo, pois o amor é que move nossa vida, o Amor é DEUS!

CURA ESPIRITUAL

A cada dia acredito mais nesta força interna, que todos nós temos , para enfrentar os males que nos afligem.
É fácil falar mas difícil de aplicar em nossa vida, quando tudo parece “ GRIS". Então...
“Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras e desfaça os nós que lhe prendem a aquelas que foram significativas na sua vida mas infelizmente, por vontade própria deixaram de ser. Nó APERTA , Laço ENFEITA !!”
( texto retirado do Mural de Jacintho Pilla no Facebook )
  
  

"Quantas enfermidades pomposamente batizadas pela ciência médica
não passam de estados vibracionais da mente em desequilíbrio?" (Emmanuel)


No trato com as nossas doenças, além dos cuidados
médicos indispensáveis à nossa cura, não nos esqueçamos
também de que, quase sempre, a origem de toda enfermidade
principia nos recessos do espírito.


A doença, quando se manifesta no corpo físico, já
está em sua fase conclusiva, em seu ciclo derradeiro.


Ela teve início há muito tempo, provavelmente, naqueles períodos
em que nos descontrolamos emocionalmente, contagiados que
fomos por diversos virus potentes e conhecidos como raiva,
medo, tristeza, inveja, mágoa, ódio e culpa.


Como a doença vem de dentro para fora, isto é, do espírito para a matéria,
o encontro da cura também dependerá da renovação interior do enfermo.


Não basta uma simples pintura quando a parede apresenta trincas.


Renovar-se é o processo de consertar nossas rachaduras internas, é
escolher novas respostas para velhas questões até hoje não resolvidas.



O momento da doença é o momento do enfrentamento de nós próprios,
é o momento de tirarmos o lixo que jogamos debaixo do tapete,
é o ensejo de encararmos nossas paredes rachadas.


O Evangelho nos propõe
tapar as trincas com a argamassa
do amor e do perdão.

Nada de martírios e culpas
pelo tempo em que deixamos
a casa descuidada.
O momento pede responsabilidade de não mais se viver de forma tão desequilibrada.
Quem ama e perdoa vive em paz, vive sem conflitos, vive sem culpa.
Quando atingimos esse patamar de harmonia interior, nossa
mente vibra nas melhores frequências do equililíbrio e da felicidade,
fazendo com que a saúde do espírito se derrame por todo o corpo.



Vamos começar agora mesmo o nosso tratamento?

(Vinha de Luz - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

NÃO ESCRAVIZES

NÃO ESCRAVIZES

      NÃO ESCRAVIZES


          Não escravizes, alma querida,
          O irmão que socorreste num momento de desespero.
          Quem se dispõe a cicatrizar feridas,
          Ajuda, e permite o outro a seguir o seu roteiro.
          Não faças do bem que doaste,
          Algemas a quem socorreste.
          A caridade nada indaga,
          É um gesto de amor que da mente se apaga.
          Se levantaste um irmão caído no caminho,
          E por ele passaste a nutrir profundo sentimento,
          Respeite sua liberdade, seu momento
          Afim que possa seguir construindo seu novo ninho.
          Se és amiga, alma querida, do irmão que levantaste,
          Permita-o caminhar sem as bengalas que o arranjaste...
          Se todo bem que fizeste, aparentar uma prisão,
          Lançaste a quem socorreste um tormento sem fim no coração.

              (Samuel de Almeida)

dez - 2006